Tuesday, May 27, 2008

Estudar na escola da rainha (Publico)

Quando uma criança nasce na Noruega, os pais têm 54 semanas pa-
ra cuidar dela. Seis semanas são re-
servadas ao pai e nove à mãe. O resto do tempo pode ser dividido como quiserem. Chega a altura de ir para a escola e a preferência vai para o ensino público. Nos hospitais, é o médico quem decide quanto tempo pode demorar um exame ou uma cirurgia.
Os sistemas de ensino e de saúde são dos maiores casos de sucesso na Noruega. Cerca de 80 por cento das crianças frequentam o ensino pré-primário, até aos cinco anos, a percentagem de jovens entre os 19 e os 24 anos no ensino superior é 32 por cento e, todos os anos, 10 por cento do Produto Interno Bruto é gasto na saúde. Os primeiros dez anos de escolaridade são obrigatórios. Depois, há mais três anos opcionais, antes da entrada na universidade.
A rainha Sonja estudou na escola secundária Elvebakken, no centro de Oslo, há cerca de 50 anos. Hoje esta é uma escola pública que serve de modelo a muitas outras, onde a sala de artes plásticas faz lembrar um amplo atelier de pintura e o auditório tem boas condições para gravar aulas ou espectáculos. O director, Per Solli, explica que, ali, são os alunos a definir o seu programa de estudos e que 30 a 40 por cento do tempo é dedicado ao trabalho individual.
Anne Fougner Helseth tem 20 anos e já terminou o ensino secundário naquela escola. Ainda está por lá, de máquina fotográfica ao pescoço, a recolher imagens para pôr no site. Quer ser jornalista, diz que "é fácil encontrar um emprego na Noruega" e acrescenta: "Somos muitos sortudos por viver num país rico e seguro". Quando se lhe pergunta pelas questões que gostaria de ver resolvidas, responde: "Não consigo pensar em nenhum problema específico".
No quadro da sala de artes está o rol de coisas que os alunos finalistas querem fazer no final do ano. "Perguntar ao reitor se nos aluga a casa de férias" é a última tarefa da lista.
De calças vermelhas, a cor que ves-
tem os alunos que terminam o secundário para desfilar pelas ruas de Oslo, Lars Eric Haugen, de 18 anos, explica que gostaria de ser cenógrafo. O director incentiva-o. Naquela escola, o orçamento anual de cerca de 16 milhões de euros permite realizar vários sonhos. Cada aluno tem direito a um computador portátil com ligação à Internet. I.G.S.

1 comment:

Anonymous said...

Heiia!!! este espaço está muito diferente(para melhor)!!é pena, apenas o Noruegues, em alguns artigos!
... Também gosto de passar os olhos pelo "Público"!! já tinha lido, e verdade te digo, cada dia que passa penso: a minha filhota,terá que ter muita, mas muita, coragem para crescer neste Portugal.